América em missão, o evangelho é alegria

Nos dias 10 à 14 de julho foi realizado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, o V Congresso Missionário Americano (CAM). Estiveram presentes mais de 3,5 mil participantes de vários países das Américas do Sul, Central e Norte. O Brasil marcou presença com 175 missionários, a maior delegação do evento.

Para o coordenador geral do V CAM, Dom Eugenio Scarpellini, a acolhida dos visitantes pelas famílias, o envolvimento das paróquias da cidade anfitriã e toda a organização do Congresso foi um dos destaques do encontro.

“Somos uma Igreja que quer caminhar no estilo do Papa Francisco, uma Igreja em saída, atenta em viver da missão como tal. O congresso não foi apenas espiritual, mas algo encarnado que tocou na realidade vivida pelo continente americano. Houve temas relacionados com a fé, mas também com a vida do povo, com pobreza e injustiça em nosso continente”, destacou Dom Eugenio.

Comitiva do Brasil

O Congresso tratou de muitos temas importantes para a missão da Igreja, alertando que os missionários não podem ter cara de vinagre, mas na alegria de discípulos seguir o mestre.

As conferências do congresso abordaram os seguintes temas: “A alegria Apaixonante do Evangelho”, com o Bispo Mons. Guido Charbonneau (Honduras); “Anunciar o Evangelho no mundo de hoje” com o Bispo Mons. Santiago Silva (Chile); “Discípulos e testemunhas da comunhão e reconciliação” com Pe. Sergio Montes, (Jesuíta -Bolívia); “Missão Profética da Igreja hoje” com o Bispo Mons. Luis A. Castro (Colombia); “Missão Ad gentes na América e desde América”, com o Bispo Mons. Vittorino Girardi (Costa Rica).

Também foram feitas referências as graves crises que permeiam em alguns países das Américas, como Nicarágua, Haiti, Venezuela e Honduras.

Confira alguns encaminhamentos propostos para a conversão missionária na Igreja das Américas:

  • Educar na alegria do Ressuscitado e das Bem-Aventuranças;
  • Sair para as periferias do mundo e ir ao encontro dos pobres;
  • Formação bíblica e missionária nas comunidades;
  • Promover a comunhão de bens na Igreja e com os pobres;
  • Criar e fomentar a Cáritas em todas as paróquias;
  • Promover a Reconciliação em todos os âmbitos da vida;
  • Promover e cuidar das vocações para a vida sacerdotal e religiosa;
  • Celebrar a fé e a religiosidade popular em chave missionária;
  • Preferência pela defesa indígena, afrodescendente e ecológica;
  • Fomentar a consciência da missão profética e libertadora em todos os âmbitos sociais;
  • A evangelização da família como chave cristã da transformação social e cultural;
  • Proposta da criação de um ministério laical e feminino, o nome proposto é “ginacolitado”, palavra do grego que significa mulher e seguir.

O enviado do Papa Francisco para o Congresso, Cardeal Fernando Filoni, afirmou que: “O trabalho missionário é sobretudo obra de bênção para todos aqueles a quem se anuncia o nome do Senhor. As mesmas obras de educação, de apoio, de defesa dos maltratados, de caridade, de justiça, de preferência pelos pobres, para os marginalizados e todas as periferias reais e existências, como diz o Papa Francisco, têm como laço de união indissolúvel o nome de Jesus”.

Fonte: Zenir Gelsleichter, Secretária Animação Missionária e Arquidiocese Florianópolis